sábado, 29 de junho de 2013

Coisas Inacabadas

     A gente aprende desde cedo que tudo na vida tem começo, meio e fim. A gente só não aprende que as vezes certas coisas tem apenas começo, outros só meio, e raramente tem um fim bem definido. Talvez isso seja só mais um daqueles devaneios bobos que a gente tem enquanto está deitado na cama esperando o sono chegar, ou talvez seja uma das questões mais profundas que estou vivendo no momento. Quer dizer, como eu sei que isso tudo é bem lá no fundo necessário? Que não é só outra vez o coração tentando outra vez confundir o cérebro? 
     Eu não chamaria de carma, acho que um carma na verdade é algo muito mais profundo e mais complexo que uma simples duvida, mesmo que ela dure por vários e vários anos. Velhas emoções retornaram em apenas uma noite, em um sonho qualquer, e se for verdade aquilo que dizem que o sonho é o desejo oculto da alma, então estou perdida porque minha alma deseja por algo tão incerto e tão confuso em alguns pontos.
     Talvez eu não consiga me livrar disso apenas porque foi uma coisa que não terminou, não acabou, só teve um começo, sem meio e nem final, um começo meio conturbado e que muitos personagens, alguns deles até principais, mal sabiam o que estava acontecendo, e agora estou aqui narrando meio que sozinha e meio que acompanhado uma historia que tentei planejar sozinha.
     Hoje eu tentar apontar "culpados" seria muita hipocrisia da minha parte, até porque não existem culpados ao certo, além de mim, é claro. Eu comecei, sem saber se você ia querer e sem algum consentimento seu, fiz o plano e o contra-plano de uma história que eu nem sabia se ia começar. Assim como todo mundo já fez na vida depois de um certo tempo percebi que eu de fato perdi uma boa deixa pra ser tudo aquilo que desejei.
    Me lamentar por tudo agora é um pouco tarde demais. Talvez nem seja um lamento, talvez eu só queira compartilhar isso com alguém.



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